Cirurgia Robótica

Recentemente iniciei minha habilitação para realizar cirurgias minimamente invasivas assistidas por robô ou, simplesmente chamada de cirurgia robótica.

Trata-se de um avanço importante na cirurgia. A incansável busca da perfeição deu mais um passo. E eu não poderia estar fora desse avanço!

Nos idos de 1998, iniciei treinamento e credenciamento para realizar cirurgias por videolaparoscopia. Com o uso de câmeras e pinças especiais, introduzidas por pequenos orifícios, passou a ser possível a visualização e operações no abdome. Deixou-se de ter a necessidade de grandes incisões para a realização de procedimentos operatórios. No início pensou-se ser apenas uma vantagem estética mas o tempo, a experiência dos cirurgiões, a melhoria dos materiais e os estudos científicos mostraram que quanto menos invasiva fosse a cirurgia, melhores seriam os resultados obtidos bem como as complicações. A cirurgia videolaparoscópica, cirurgia minimamente invasiva, ou cirurgia robótica é a prática comum para cirurgias que minha equipe e eu realizamos nos dias atuais.

 

Eu e o Robô

A laparoscopia ganhou espaço e, o que era realizado por poucos cirurgiões naquela época, hoje é praticamente uma rotina em nosso meio.

Hoje, operamos com câmeras e monitores HD e até 4K em alguns hospitais, temos participação mais ativa de toda a equipe, pois as imagens podem ser visualizadas por todos e não apenas pelo cirurgião e auxiliar, além de termos acesso a praticamente todos os espaços da cavidade abdominal.

Mesmo que com a técnica de laparoscopia tenhamos uma qualidade de imagem cada vez melhor e com riqueza de detalhes antes não imaginada, ainda há obstáculos a serem vencidos, tais como a necessidade de se acostumar a operar com monitores 2D e uma importante perda de movimentos (as pinças laparoscópicas não são articuladas ou são pouco articuladas).

Várias foram as tentativas para a modernização dos equipamento e correção desses pequenos detalhes. Há poucos anos os avanços científicos fizeram ser possível a realização da cirurgia minimamente invasiva assistida por robô, isto é, uma cirurgia laparoscópica que permite ao cirurgião, além de todas as vantagens da laparoscopia tradicional, que fique confortavelmente sentado num console, tenha uma visão 3D HD e o uso de pinças tão ou mais articuladas quanto a mão humana.

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Para a realização desse tipo de cirurgia é necessário, além de ser um experiente e competente cirurgião laparoscópico, um treinamento específico para o uso do robô. O treinamento é feito em várias etapas que vão desde o conhecimento teórico detalhado do equipamento, manuseio do robô com montagem passo-a-passo e acoplamento ao paciente, uso de simuladores cirúrgicos e finalmente a certificação (que é feita fora do Brasil). Estou na fase de certificação com os simuladores e devo estar credenciado para o uso rotineiro do robô ainda este ano.

Sempre acreditei que os avanços tecnológicos são uma arma importante na medicina. Fiz parte do grupo dos primeiros cirurgiões laparoscópicos e constantemente fui aperfeiçoando minha prática e buscando conhecer novas possibilidades. Não poderia deixar de ser assim com a cirurgia robótica.

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