hernia-e-refluxoA cirurgia é uma opção para tratar pacientes com hérnia de hiato (HH) e doença do refluxo gastro esofágico (DRGE). Pacientes com DRGE complicada por esôfago de Barret, metaplasia ou displasia, com asma ou pneumonia de repetição, ou aqueles que não querem fazer uso de medicamentos para controle do refluxo por tempo prolongado (apesar de ficarem assintomáticos com esses medicamentos) podem ter no tratamento cirúrgico uma boa opção.

Alguns cuidados devem ser observados antes de se indicar a cirurgia, como a resposta ao tratamento clínico (em geral, pacientes que respondem mal ao tratamento clínico feito de maneira correta, também não terão boa resposta a cirurgia, pois talvez seus sintomas sejam por outra causa), presença de outras doenças (como câncer de esôfago, por exemplo), que devem ser tratados de acordo com a prioridade de caso, realização de pHmetria e manometria esofágicaprévias (para estudo da motilidade esofágica, pois alguns tipos de alteração do peristaltismo do órgão podem contra indicar o procedimento), entre outras.

A cirurgia (cardipolastia hiatal ou fundoplicatura) consiste no ajustamento do hiato diafragmático alargado ao esôfago e a criação de uma válvula anti-refluxo. Entre as muitas possibilidades descritas, atualmente, a que tem se mostrado mais eficiente é a rotação do fundo gástrico (porção mais alta do estômago) por trás do esôfago e a sua sutura anterior, fazendo com que esse fundo “abrace” o esôfago.

A operação é realizada com anestesia geral, após jejum de 8 a 12 horas. A laparoscopia é considerada a melhor maneira de se operar nos dias atuais, por apresentar menor agressão cirúrgica e proporcionar uma recuperação mais rápida e menos dolorosa. A alta hospitalar é dada 24 horas após a operação.

No pós operatório, o paciente deve restringir sua dieta a líquidos e pastosos por período que varia de 20 a 30 dias, dependendo da evolução de cada um. Isso deve ser feito para que não se “force” a sutura, que no caso de se arrebentar, pode ser causa de retorno da HH e DRGE. Muitos pacientes sentem entalo nas primeiras vezes que se alimentam, o que reforça a necessidade de alimentação liquida e pastosa no início. Com o passar do tempo e a acomodação da nova posição do estômago, esses sintomas tendem a melhorar. Alguns pacientes terão dificuldade para arrotar ou vomitar por longos períodos. A necessidade de boa mastigação será para sempre, ou haverá sensação de entalo se for deglutido alimento volumoso e mal mastigado (em geral acontece com quem tem pressa na hora de comer).

Os resultados dessa cirurgia são muito bons quando bem indicada e o paciente segue todas as orientações médicas.

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