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Ânus e Reto

Hemorroidas

São dilatações dos vasos sanguíneos da região anal. Podem ser externas (na borda anal) ou internas (dentro do canal anal). São causadas por obstipação intestinal crônica (dificuldade ou esforço evacuatório), dieta pobre em fibras, obesidade, vida sedentária, pouca ingesta de líquidos, esportes de impacto na região (ciclismo, hipismo, Motocross, remo), fatores genéticos ou hereditários.

Manifesta-se por sangramento anal durante as evacuações. Sangue vivo que pode ser percebido no papel higiênico ou pingamento no vaso sanitário, dor ou ardor durante a evacuação, saliências no ânus ou prurido (coceira).

O diagnóstico é feito pela história clínica e exame físico. Não são realizados exames de imagem para diagnóstico de hemorroidas. Algumas vezes poderá ser solicitada colonoscopia se houver dúvidas quanto à verdadeira origem dos sangramentos anais.

O tratamento depende do tamanho da hemorroida. As menores são tratadas clinicamente com medidas dietéticas e higiênicas. As maiores requerem tratamento cirúrgico (hemorroidectomia) que consiste da ligadura dos vasos comprometidos com o objetivo de se impedir a passagem do sangue por eles e seu consequente fechamento.

Os métodos mais modernos são o grampeamento e o THD (transanal hemorroidal desarterialization).

Hemorroidas

Fissura Anal

É uma ferida que aparece na mucosa do ânus. É causada pela passagem de fezes ressecadas e endurecidas ou em casos de diarreias crônicas ou severas, traumas da região anal, dietas pobres em fibras e doenças inflamatórias intestinais. Geralmente esses pacientes têm hipertrofia do esfíncter anal (musculatura do ânus que contrai e relaxa para controlar a evacuação).

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Manifesta-se por dor de variável intensidade durante a evacuação e que pode persistir por períodos de até 4 horas. Em geral pacientes com fissura anal evitam o ato evacuatório para não sentir dor, o que na verdade torna as fezes mais ressecadas e só piora o quadro.

Inicia-se como uma ferida (fissura aguda) que pode fechar-se se os fatores causais forem afastados ou tornar-se um tecido inflamatório e depois endurecido (fibrose) que não mais cicatriza (fissura crônica).

O diagnóstico é feito pela história clínica e exame físico local. Não são necessários exames de imagem.

A forma aguda é tratada com melhoras na alimentação e hábitos de higienização bem como tratamento local com medicamentos adequados. Na forma crônica, a cirurgia tem indicação e consiste da retirada da fissura e do tecido fibrótico ao seu redor (fissurectomia). Muitas vezes esse procedimento é acompanhado da secção de algumas fibras musculares do esfíncter anal (esfinterotomia) para diminuir o esforço evacuatório.

Abscessos e Fístulas

Fístula AnalOs abscessos anal e perianal são uma coleção de pus que se formam na região da borda anal ou em sua proximidade. Forma-se pela invasão de bactérias em uma glândula do canal anal. Pacientes com diabetes, queda de imunidade ou portadores de doenças inflamatórias intestinais como Doença de Chron ou retocolite são mais suscetíveis a terem abscessos.

Aparece como uma dor intensa na borda anal ou próxima a ela. Algumas vezes nota-se uma nodulação (“uma bola”) na região, que fica inchada e vermelha. Outras vezes o abscesso está mais interno e não pode ser percebido pelo paciente. Pode ser acompanhado de mal estar geral e febre. Muitos pacientes vão ao Pronto Socorro, onde o médico faz uma drenagem do abscesso com o intuito de melhorar a dor. Se houver ruptura espontânea e saída do pus, teremos a formação de uma fístula (túnel que se abre entre o interior do canal e a pele, passando pelo abscesso). Essas condições melhoram o quadro clínico, mas não podemos considerar que o paciente esteja curado.

Para o tratamento definitivo é necessária a drenagem ampla do abscesso, com remoção de todo o seu conteúdo e do tecido doente.

Quando se forma uma fístula perianal, há necessidade de cirurgia que consiste na abertura de todo o trajeto fistuloso com remoção dos tecidos comprometidos. Em alguns casos, esse trajeto pode passar por dentro da musculatura do ânus (esfíncter anal) e não pode ser removido todo de uma vez para não causar incontinência (perda involuntária de fezes). Nesses casos a cirurgia precisa ser feita mais de uma vez até que todo o tecido alterado tenha sido removido e o esfíncter anal seja preservado com sua função mantida para controle das evacuações. Dessa forma, poderemos dizer que o paciente está curado. Novos episódios de abscesso e fístulas anais em pacientes sem doenças associadas são incomuns.

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