Parede Abdominal

Parede Abdominal

Hérnia

Hérnia é a passagem de alguma estrutura ou órgão por um orifício (anel herniário) natural ou adquirido. No caso da parede abdominal é a passagem de um ou mais órgãos pela musculatura do abdome, causando um abaulamento visível. O órgão mais comum em uma hérnia é o intestino delgado.

As hérnias mais comuns são:

  • Epigástrica, que aparece na linha média entre a cicatriz umbilical e o apêndice xifoide (osso que se palpa logo acima da “boca do estômago”),
  • Umbilical, quando aparece na cicatriz umbilical ou ao redor dela. Pode aparecer desde o nascimento ou após gestação com grande aumento do volume do abdome,
  • Inguinal, aparecem logo acima da virilha, podendo ser de um ou dos dois lados. Mais comum em homens, podendo descer até o testículo, sendo então conhecidas por hérnia inguino-escrotal,
  • Femorais ou Crural são hérnias que aparecem logo abaixo da virilha, na porção mais alta da coxa. Mais comum em mulheres,
  • Incisional, quando aparecem em local onde há uma cicatriz de cirurgia anterior e não houve uma cicatrização adequada dos músculos. Cirurgias de urgência são causas comuns de hérnias incisionais.

Herbia Abdominal Hernia Abdominal Hernia Abdominal

Existem outros tipos de hérnia no abdome, porém não muito comuns.

Manifesta-se como um abaulamento após esforço físico, podendo ser dolorosas ou não. Elas voltam para o lugar (reduzem) muitas vezes ao deitar ou se empurrar com a mão. Quando acontece de não voltar, dizemos ser uma hérnia encarcerada. Se em um período aproximado de 6 horas não houver redução (feita a maioria das vezes pelo médico do pronto socorro) podemos estar diante de uma hérnia estrangulada, pois passa a haver deficiência da irrigação sanguínea da parte estrangulada com sua consequente necrose.

hernia-abdominal-04A história clínica e o exame físico são suficientes para o diagnóstico na maioria dos casos. Exames de imagem como o ultrassom auxiliam na confirmação de hérnias pequenas. Em casos onde há suspeita de encarceramento ou necrose, o ultrassom com doppler pode confirmar a deficiência da irrigação sanguínea da área comprometida.

O tratamento das hérnias é sempre cirúrgico. As hérnias não complicadas são tratadas eletivamente, isto é, cirurgias programadas. Essa herniorrafia consiste na recolocação do conteúdo novamente da cavidade abdominal e fechamento do orifício por onde houve a sua passagem, impedindo-se assim que essa hérnia volte a se manifestar. Atualmente esse fechamento do orifício é feito com telas cirúrgicas. Elas são uma rede de material sintético ou orgânico e podem ser reabsorvíveis (desaparecem do organismo após períodos variáveis de tempo), inabsorvíveis (não desaparecem nunca) ou parcialmente absorvíveis (feita com mais de um tipo de material, onde uma parte desaparece e outra não). Ser ou não absorvida, assim como seu tamanho, forma e peso são decisões tomadas no momento da cirurgia. Seu principal objetivo é formar um tecido de cicatrização mais duro e firme (fibrose) que se formaria sem a presença da tela.

Quando existe uma das complicações, a cirurgia deve ser feita de urgência e algumas vezes pode ser necessária a remoção da parte comprometida do órgão encarcerado/estrangulado.

Cisto Pilonidal

Cisto pilonidal, sacrococcígeo ou dermóide é uma inflamação da pele e do tecido subcutâneo da região sacral e do cóccix (ponta da coluna). É mais comum em homens e na faixa etária dos 15 aos 30 anos. A expressão pilonidal vem do latim, pilus = pelo e nidus = ninho.

Após a puberdade, por influência dos hormônios sexuais, pode haver alterações nas glândulas sebáceas da região com aumento de queratina e distensão da raiz dos pelos. Essas alterações associadas a pequenos e constantes microtraumas causam uma foliculite (inflamação da raiz dos pelos) e edema (inchaço) com obstrução das glândulas. Isso leva ao acúmulo de secreções no interior da glândula (cisto) e se houver proliferação bacteriana haverá formação de pus (cisto infectado). Este cisto aumenta até haver sua ruptura na pele com saída do seu conteúdo.

Cisto Pilonidal

Outra possibilidade é de que os pelos da região, por microtraumas constantes, acabariam por crescer para dentro da pele levando a um processo inflamatório do local e formação de cistos, que da mesma forma crescem até a ruptura na pele. Podem ou não estar infectados.

Inicialmente manifestam-se com desconforto local e com seu crescimento acabam por causar dor. Nota-se uma nodulação local, avermelhada e quente. Esse nódulo aumenta progressivamente de tamanho, assim como a dor também fica cada vez mais forte, até que haja drenagem (ruptura) espontânea do cisto. Com isso seu volume diminui, acalma a dor e a vermelhidão desaparece. Em alguns casos, a dor é tão intensa que obriga o paciente a procurar um pronto socorro onde o médico fará a drenagem desse cisto com bisturi. De uma maneira ou outra, o problema agudo do paciente está resolvido e ele volta a ter uma vida normal durante um período variável de tempo. Nesses casos os cistos geralmente voltam a aparecer.

O tratamento definitivo consiste na retirada de toda a pele e subcutâneo afetados, e com eles o cisto. Essa retirada em bloco deixa uma ferida operatória de tamanho variável. As feridas grandes devem cicatrizar por segunda intenção, ou seja, devem cicatrizar por si só, com curativos diários e visitas constantes ao médico. Leva cerca de 2 meses para essa cicatrização completar. Em espaços pequenos podem ser dados pontos com o objetivo de diminuir o tempo de cicatrização e de recuperação do paciente (cicatrização por primeira intenção). A maioria dos pacientes sara, mas não é raro voltarem, principalmente nos casos onde foi feita a sutura.

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