Dr. Silvio Gabor

Especialista em Gastroenterologia e
Cirurgia do Aparelho Digestório
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Constipação Intestinal



A Constipação Intestinal, prisão de ventre ou intestino preguiçoso é a dificuldade de eliminar fezes. Ocorre quando o conteúdo líquido das fezes é menor de 70% do peso total da fezes, tornando o peristaltismo (movimentos intestinais que “empurram” o bolo fecal) menos eficiente e dificultando sua passagem pelo trato gastro intestinal. Considera-se normal evacuações a cada 3 dias ou até 3 evacuações ao dia.

Divide-se em funcional e secundária. Na funcional não existe uma doença orgânica causando a constipação. Alimentação com poucas fibras, baixa ingestão de água e sedentarismo são as causas mais comuns. Medicamentos como alguns tipos de antidepressivos, analgésicos, antiácidos com hidróxido de alumínio e drogas ilícitas contribuem para o aparecimento de constipação funcional.

A constipação secundária se apresenta quando pode ser identificada causa anatômica ou orgânica para a prisão de ventre. Hipertireoidismo, diabetes, lesões da medula espinhal, doença de Parkinson, depressão, cicatrizes intestinais causadas por radioterapia, diverticulites que evoluem com estenose intestinal (estreitamento do calibre do intestino) tumores de sigmoide e reto (porções finais do intestino grosso) e síndrome do Intestino Irritável estão entre suas causas.

Pacientes constipados (por qualquer tipo) referem não conseguir evacuar de maneira satisfatória, ou por evacuarem poucas vezes ou por terem evacuações incompletas. Muitos referem ter que fazer força para eliminar as fezes, dor em baixo ventre, distensão abdominal e formação de gazes. Apresentam graus variáveis de irritabilidade e mau humor (a palavra “enfezado” tem relação com “aquele que retém fezes”), inquietude e alterações de apetite.

O diagnóstico é feito pela história clínica. É importante ao médico tomar conhecimento dos sintomas, frequência evacuatória, tipo de fezes, hábitos alimentares, uso de medicamentos e se existem doenças associadas à prisão de ventre. Exames de imagem como raios-x contrastados (enema opaco, tempo de transito colônico), colonoscopia, tomografia, manometria retal (mede a capacidade de contração e relaxamento dos músculos ligados à evacuação) e defecograma ajudam no diagnóstico.

O tratamento deve ser iniciado com correção da alimentação (aumento da ingestão de fibras, água e associado à diminuição de alimentos constipantes). Muitas vezes pode ser necessário o complemento de fibras por meio de medicamentos. Laxativos são usados somente com indicação médica, pois podem não resolver o problema e ainda piorar o quadro. Medicamentos em uso podem ser trocados quando possível. As causas de constipação intestinal devem ser tratadas. Tratamento cirúrgico só é indicado em casos de complicações ou de doenças que causem prisão de ventre e que tenham indicação para a cirurgia.

Se não tratada adequadamente, a constipação intestinal pode evoluir para hemorroidas, fissuras, divertículos e inclusive para fecalomas (fezes empedradas no canal anal e reto e que podem necessitar esvaziamento em hospital).