Dr. Silvio Gabor

Especialista em Gastroenterologia e
Cirurgia do Aparelho Digestório
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Pólipos



Os pólipos (ou polipos) podem aparecer em qualquer órgão do Aparelho Digestório, desde o esôfago até o reto, sendo mais comuns no intestino grosso. São lesões salientes da mucosa (camada interna) desses órgãos. Podem acometer de 30 a 50% da população adulta. Mais comuns após os 50 anos, em obesos, pessoas com dieta pobre em fibras e ricas em carne vermelha e gorduras e nos fumantes. Atinge indistintamente sexo e raça. A presença de familiares portadores de pólipos é um dado importante. Se 2 ou mais membros de uma mesma família tem história de pólipos, todos os membros desta família devem ser avaliados e acompanhados.

 
Existem vários tipos de pólipos intestinais, sendo os mais comuns o inflamatório, o hiperplásico e o adenomatoso. Essa classificação se baseia nas suas características celulares, e essa diferenciação é feita pela biopsia. São pólipos considerados benignos, sendo que os 2 primeiros não tem capacidade de sofrer malignização (virar câncer). O adenoma representa cerca de 2/3 dos pólipos e tem capacidade de malignização. Essa transformação em câncer é lenta (pode levar de 8 a ou 10 anos), o que nos dá tempo suficiente para diagnosticar, retirar e acompanhar o pólipo antes de sua malignização. Em média, 1 de cada 20 adenomas vão virar adenocarcinoma (câncer).

Em geral são assintomáticos, isto é, não causam sintomas. Pode existir sangramento desde microscópicos (imperceptíveis a olho nu) até hemorragias. Raramente um polipo cresce tanto que pode obstruir a passagem das fezes. Felizmente essas ocorrências são raras.

O diagnóstico é feito pela colonoscopia, que além de encontrar, pode remover o pólipo, minimizando-se assim seu risco de complicação ou malignização. Hoje em dia a colonoscopia preventiva deve ser realizada após os 40 ou 45 anos em pessoas sem história familiar de pólipos e o mais cedo possível naqueles que têm familiares com câncer de intestino.

Uma vez com o diagnóstico de pólipo adenomatoso, nova colonoscopia deve ser feita a cada 1,5 ou 2 anos para acompanhamento da região onde o pólipo foi retirado e para se verificar se há ou não formação de pólipos. Isso é suficiente para a prevenção do câncer do intestino, mas deve ser realizada periodicamente segundo orientação médica. Esta é uma atitude simples e que pode prevenir o aparecimento de um câncer.