Dr. Silvio Gabor

Especialista em Gastroenterologia e
Cirurgia do Aparelho Digestório
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Pedras e polipos de vesícula



Colecistectomia é a retirada da vesícula biliar. Esse tipo de cirurgia é realizada desde fins do século XIX. É o melhor tratamento para as doenças da vesícula biliar como litiase (pedras na vesícula) e várias de suas complicações como colecistite aguda (inflamação aguda da vesícula biliar), coledocolitiase (migração de cálculo para o canal da bile), pancreatite aguda biliar (inflamação aguda do pâncreas por presença de pedra no canal da bile) entre outras. O câncer da vesícula biliar também exige sua remoção. Pacientes com colecistite aguda alitiasica (inflamação aguda da vesícula sem ter como causa as pedras) e pólipos de vesícula tem indicação relativa, isto é, devem ser analisadas caso a caso pelo cirurgião.

 
Feita inicialmente por laparotomia (cirurgia com corte grande), passou, no final do século XX a ser realizada por mini-laparotomia (cirurgia com corte pequeno) e logo depois por laparoscopia (colocação de mini-câmera e pinças especiais no interior do abdome através de pequenos orifícios). A laparoscopia é o método mais usado atualmente no mundo todo, pois além de ser esteticamente favorável, mostrou-se ser menos agressivo ao organismo e com recuperação mais rápida.

Nos dias atuais, alguns grupos como o nosso, estão fazendo a laparoscopia com um único orifício (single port), que tem se mostrado seguro e esteticamente deixa cicatriz praticamente imperceptível.

O procedimento, qualquer que seja o escolhido, é em centro cirúrgico com o paciente sob anestesia geral. Requer jejum de 8 a 12 horas. Leva em média 60 minutos. Nos métodos por vídeo há a necessidade da se insuflar ar dentro do abdome (pneumoperitonio) para que haja uma visualização adequada das estruturas e as pinças possam se mover sem riscos de causar alguma lesão. O paciente volta a alimentar-se e a deambular no mesmo dia da cirurgia. Alguns pacientes podem ter dor no ombro (como conseqüência do pneumoperitonio), dor na cicatriz umbilical (principalmente no single port), náuseas ou vômitos. Essas eventualidades são tranquilamente controladas por sintomáticos e tendem a desaparecer após 24 a 48 horas.

Alta hospitalar é dada no dia seguinte ao da cirurgia, sendo que o paciente volta às suas atividades cotidianas cerca de 15 dias após a operação. Esforço físico como esportes, ginástica e academia são liberados cerca de 30 dias após a operação.